Ao longo da minha experiência acompanhando pacientes preocupados com as pernas, percebo o quanto os vasinhos mexem com a autoestima. Muitas vezes, vejo pessoas deixando de usar roupas que gostam por vergonha dos pequenos vasos que ficam aparentes sob a pele. Mas será que os vasinhos são apenas um incômodo estético? Ou podem indicar algo mais profundo?
O que são os vasinhos e por que aparecem?
Os vasinhos, ou telangiectasias, no termo técnico, são pequenos vasos sanguíneos dilatados, visíveis na superfície da pele. Normalmente, eles aparecem nas pernas, mas também podem surgir no rosto. Têm coloração avermelhada, arroxeada ou azulada, formando desenhos semelhantes a teias finas ou ramos.
Mesmo sendo frequentemente vistos como um “detalhe” visual, em minha prática, sempre alerto que os vasinhos nem sempre são um problema isolado. Eles podem sinalizar alterações circulatórias, especialmente quando aparecem acompanhados de:
- Sensação de peso ou cansaço nas pernas
- Dormência ou formigamento
- Ardência ao longo do dia
- Inchaço, sobretudo nos tornozelos
- Cãibras noturnas
- Alterações na cor da pele ao redor dos vasos
Esses sintomas indicam que pode existir um problema venoso mais profundo do que apenas a presença dos vasos superficiais visíveis.
Principais causas e fatores de risco
Em minhas leituras e atualização constante, sempre vejo a genética no topo da lista quando o assunto é vasinhos. A hereditariedade realmente pesa: se pais ou avós têm, a chance de você ter também é bem maior.
Além da genética, outros fatores aumentam o risco:
- Alterações hormonais: períodos como gravidez e adolescência, uso de anticoncepcionais, reposição hormonal e até alterações relacionadas à menopausa influenciam bastante.
- Envelhecimento: com o passar dos anos, os vasos se tornam menos elásticos e tendem a se dilatar.
- Sedentarismo e longos períodos em pé ou sentado: a falta de movimento dificulta o retorno do sangue ao coração, facilitando a dilatação dos vasos.
- Obesidade: aumenta a pressão sobre as veias, principalmente nas pernas.
- Exposição solar excessiva: principalmente no rosto, o sol enfraquece a parede dos vasinhos e favorece o aparecimento deles.
- Algumas doenças sistêmicas: condições como lúpus, cirrose, esclerodermia ou sífilis aumentam o risco de telangiectasias.
Por mais que alguns desses fatores estejam fora do nosso controle, muitos outros podem ser minimizados no dia a dia.
Como prevenir vasinhos e cuidar da circulação?
Ao longo desses anos de acompanhamento, observei que pequenas mudanças geram diferença tanto na prevenção quanto na evolução do quadro.
Prevenir vasinhos é cuidar da saúde como um todo.
Entre os hábitos que considero mais valiosos para reduzir o risco, destaco:
- Praticar exercícios que favorecem a circulação: caminhada, natação e ciclismo são excelentes opções.
- Evitar ficar muitas horas parado na mesma posição: mexa as pernas durante o dia, mesmo trabalhando sentado ou em pé.
- Controlar o peso: o excesso de peso coloca mais pressão sobre as veias.
- Usar meias de compressão, principalmente se houver histórico familiar ou gravidez.
- Ter uma alimentação rica em fibras e ômega-3, evitando alimentos ultraprocessados e salgados.
- Beber bastante água para manter o sangue menos viscoso e facilitar o fluxo.
Sintomas de alerta: quando procurar um especialista?
É comum encontrar pessoas que demoram a buscar atendimento médico por acreditar que “vasinhos são só questão estética”. No entanto, aprendi com diversos casos que sintomas persistentes, como dor, inchaço e alterações na pele, podem sinalizar algo mais sério, inclusive insuficiência venosa, que demanda acompanhamento.
Toda vez que esses sintomas estiverem presentes, aconselho uma avaliação com um cirurgião vascular qualificado, como os indicados pelo projeto Varizes e Vazinhos, que conheço e acompanho. A avaliação individualizada é fundamental para entender se há indicação de tratamento específico ou somente acompanhamento.
Tratamentos modernos: o que existe e como escolher com segurança?
Atualmente, os tratamentos para vasinhos evoluíram muito. O primeiro passo que costumo indicar é a consulta com um cirurgião vascular, que irá avaliar tanto as queixas quanto a saúde global das suas veias.

Na minha vivência profissional, explico sempre as principais técnicas atualmente disponíveis:
- Escleroterapia: consiste em aplicar substâncias diretamente nos vasinhos para que o vaso feche. É indicada para vasos finos e superficiais.
- Laser transdérmico: uso de energia luminosa que atravessa a pele e fecha os vasos, sem necessidade de agulhas.
- Espuma esclerosante: indicada para vasos um pouco maiores, mistura medicamentos com ar, formando uma espuma que “apaga” o vasinho.
É importante reforçar: nenhum procedimento, isoladamente, resolve todos os casos e, muitas vezes, a associação de técnicas é o que garante melhor resultado. O tratamento deve ser individualizado, levando em conta histórico, características dos vasos, sintomas e expectativas do paciente.
Para quem deseja mais leituras sobre tratamentos modernos, abordo mais sobre isso em técnicas seguras e atuais no blog.
Segurança, conforto e autoestima no tratamento
Sei que muita gente tem medo dos procedimentos por imaginar que sejam dolorosos ou exijam repouso longo, mas as técnicas atuais são minimamente invasivas. Isso significa:
- Pouca dor, geralmente a sensação é de leve ardência.
- Não exigem cortes ou internação, nem anestesia geral.
- A recuperação é rápida, com retorno quase imediato à rotina diária.
- Risco baixíssimo de cicatrizes e manchas.

Vejo no dia a dia o quanto o tratamento de vasinhos eleva a confiança dos pacientes. A possibilidade de recuperar o bem-estar ao usar um vestido ou bermuda faz diferença real na qualidade de vida. Para quem se sente desconfortável, buscar cuidar da circulação é também investir em si mesmo.
Inclusive, cito a experiência do Dr. Thiago Charamba, com quem já tive contato em outras situações e que atua há mais de 18 anos em Pernambuco. Seu atendimento acolhedor, aliado ao uso de métodos modernos e humanizados, transforma o tratamento dos vasinhos em uma experiência segura e tranquila.
Saúde vascular além da estética
No fundo, sempre compartilho aos meus pacientes que cuidar dos vasinhos vai além da aparência. Essa atitude é uma forma de proteger a saúde vascular, prevenir possíveis complicações e manter o conforto para realizar as tarefas do dia a dia sem restrições.
Se você quer aprofundar mais sobre saúde vascular, indico a leitura de temas variados neste espaço de informações sobre saúde vascular, que considero bastante confiável.
E, para distinguir vasinhos de outros quadros mais complexos, como varizes e microvarizes, vale a pena conhecer as diferenças entre eles. Já para quem deseja se informar sobre todos os sintomas, causas e tratamentos mais inovadores, outro ótimo material é este sobre causas e sintomas das varizes.
Conclusão: cuide-se por dentro e por fora
Na minha visão, vasinhos são um recado do corpo, pedindo mais atenção à circulação. Cuidar deles, com orientação adequada, é uma forma de investir na própria saúde e recuperar a liberdade de viver sem desconfortos, dor ou limitações na autoestima.
Se sentir que chegou o momento de buscar orientação e descobrir o melhor caminho para cuidar dos seus vasinhos, agende uma avaliação com um profissional certificado pelo projeto Varizes e Vazinhos. Você merece se sentir bem, confiante e saudável.
Perguntas frequentes sobre vasinhos nas pernas
O que são vasinhos nas pernas?
Vasinhos são pequenos vasos sanguíneos dilatados e visíveis sob a pele, geralmente avermelhados ou azulados, que aparecem principalmente nas pernas. Esses vasos, conhecidos como telangiectasias, indicam alterações superficiais da circulação e, em alguns casos, podem sinalizar problemas subjacentes.
Quais os sintomas mais comuns?
Os sintomas mais frequentes, além dos vasinhos visíveis, incluem sensação de peso ou cansaço nas pernas, leve dor, ardência, formigamento, inchaço nos tornozelos e cãibras noturnas. Quando esses sintomas estão presentes, é recomendada a avaliação médica.
Como tratar vasinhos com segurança?
O tratamento seguro começa com a avaliação de um cirurgião vascular, que determinará a técnica mais adequada, como escleroterapia, laser transdérmico ou espuma esclerosante. O acompanhamento e escolha do método levam em conta as características dos vasos e a saúde de cada paciente. Todos os procedimentos atuais são minimamente invasivos e oferecem rápida recuperação.
Quanto custa o tratamento para vasinhos?
Os valores variam conforme a região, técnica utilizada, quantidade de sessões e perfil do paciente. Por isso, é necessário passar por consulta inicial, onde será feita a avaliação completa e o orçamento personalizado. O projeto Varizes e Vazinhos pode orientar sobre médicos de referência para essa avaliação.
Vasinhos podem causar complicações graves?
Em geral, vasinhos são problemas superficiais e raramente causam complicações graves, porém, quando associados a sintomas como dor, inchaço ou alterações de pele, podem sinalizar outras doenças venosas. Nessas situações, o risco de complicações existe e o acompanhamento especializado é fundamental para direcionar o melhor cuidado.
