Pernas com veias aparentes sendo avaliadas por angiologista em consultório

Quando ouço alguém falar sobre “veias quebradas”, percebo que a expressão pode confundir um pouco. No consultório, já vi pacientes apontando vasinhos finos na perna, outros mostrando varizes grossas e tortuosas, e alguns até chegam assustados por causa de manchas roxas ou um sangramento inesperado. Tudo isso acaba entrando no mesmo pacote do senso comum, mas entendo como é fundamental diferenciar cada caso.

O que realmente são “veias quebradas”?

“Veia quebrada” é um termo do dia a dia para descrever alterações nos vasos das pernas. Na prática, usamos a expressão para:

  • Vasinhos finos (telangiectasias): são superficiais, de coloração avermelhada, azulada ou arroxeada. Quase sempre não causam maiores sintomas, apenas incomodam visualmente.
  • Varizes: veias calibrosas, tortuosas e mais profundas. Podem provocar dor, inchaço, manchas na pele e desconforto diário.
  • Veias rompidas: quando ocorre extravasamento de sangue para o tecido, gerando manchas roxas ou, em situações potencialmente perigosas, sangramento visível (varicorragia).

Varicorragia é o termo médico para sangramento em varizes, especialmente quando ocorre espontaneamente ou após pequenos traumas, exigindo atenção imediata.

Quais as causas mais comuns?

Em meus anos de acompanhamento, sempre notei que as causas das veias quebradas formam um verdadeiro mosaico de fatores. De modo geral, as principais são:

  • Histórico familiar de varizes ou vasinhos
  • Envelhecimento, geralmente mais frequente após os 40 anos
  • Alterações hormonais (gravidez, uso de anticoncepcionais)
  • Sedentarismo e vida pouco ativa
  • Obesidade
  • Permanecer longos períodos sentado ou em pé
  • Traumas nas pernas
  • Algumas doenças, como insuficiência cardíaca

O que mais chama a atenção é como esses fatores vão se acumulando ao longo do tempo. Um paciente que passa horas sentado no trabalho, por exemplo, pode perceber ao longo dos anos o surgimento de vasinhos e, depois, varizes maiores.

Como reconhecer os sintomas iniciais?

Nem sempre os sintomas chamam atenção logo no começo. Muitas vezes, começam como pequenas manchas avermelhadas, sensação de peso no fim do dia, coceiras leves, formigamento e cansaço sem motivo aparente nas pernas.

Pequenos sinais podem indicar o início do problema.

Com o tempo, os sintomas se tornam mais difíceis de ignorar. Dores, inchaço, mudança de cor na pele, endurecimento local ou sangramentos, já são sinais de alerta. Sangramento intenso ou dor forte não podem ser ignorados e exigem avaliação médica imediata.

Como é feito o diagnóstico?

Eu sempre reforço a importância de buscar avaliação médica logo que perceber algo fora do normal nas pernas. O diagnóstico começa pelo exame físico detalhado. O médico observa coloração, calibre das veias e testa os pontos de dor.

O grande aliado dos especialistas é o ultrassom Doppler. Com esse exame, conseguimos identificar se é apenas um vasinho superficial, uma variz importante, sinais de trombose venosa ou problemas mais profundos. Esse processo pode ser determinante para indicar o melhor tratamento e prevenir complicações.

Exame de ultrassom Doppler em perna de paciente

O diagnóstico correto é fundamental antes de iniciar qualquer procedimento para vasinhos ou varizes.

O risco da varicorragia e o que fazer em caso de sangramento?

Quando uma veia dilatada rompe e há extravasamento de sangue para fora da pele, temos o quadro de varicorragia. Presenciei situações dessas principalmente em idosos com varizes há muito tempo, às vezes após um simples arranhão ou batida. O sangramento pode impressionar, visto que a pressão venosa nas pernas é alta.

Se isso acontecer, oriento os pacientes a:

  • Deitar-se imediatamente
  • Elevar as pernas acima do nível do coração
  • Fazer compressa com pano limpo
  • Procurar avaliação médica, pois pode ser necessário tratar a veia lesionada

Esses cuidados podem evitar uma perda grande de sangue e ajudar no controle inicial.

Opções atuais de tratamento para veias quebradas

Hoje, felizmente, existem técnicas modernas, seguras e cada vez menos invasivas para tratar vasinhos, varizes e conter complicações. Fiz questão de conhecer detalhadamente esses métodos e, sempre que possível, priorizo abordagens com melhor recuperação e menos cicatrizes, como as empregadas pelos médicos indicados pelo projeto Varizes e Vazinhos.

Meias de compressão

Recomendo as meias compressivas para muitos pacientes, especialmente nos primeiros sintomas de varizes e para prevenção de progressão. Elas ajudam a aliviar peso, dor e cansaço nas pernas, melhorando a circulação.

Escleroterapia

Na escleroterapia, é injetada uma substância diretamente nos vasinhos para fechá-los. Costuma ser indicada para vasos superficiais ou pequenas varizes. O desconforto é pequeno e a recuperação, muito rápida.

Tratamentos a laser

Aqui existem duas variações principais:

  • Laser transdérmico: indicado para vasinhos superficiais, sem necessidade de injeções. A luz do laser fecha os microvasos.
  • Ablação a laser endovenoso: técnica minimamente invasiva para varizes maiores, guiada por ultrassom. Utiliza calor gerado pela fibra do laser, sem cortes e sem deixar cicatriz.

Para saber mais sobre modernidade nos tratamentos, recomendo a leitura do conteúdo sobre sintomas, causas e tratamentos modernos das varizes.

Cirurgia tradicional

Em casos mais avançados, pode ser indicada a cirurgia convencional. Mas hoje, ela é cada vez menos usada, já que muitas situações podem ser resolvidas sem internação, cortes e com recuperação mais rápida. A decisão depende do tipo e extensão dos vasos acometidos, exames e sintomas do paciente.

Young woman reading book while sitting on bed at home

Como prevenir e melhorar a qualidade de vida?

Sempre defendo que, antes mesmo de tratar, devemos orientar sobre prevenção e manutenção da saúde vascular. Essas atitudes ajudam muito:

  • Evitar ficar longos períodos sentada ou em pé parado
  • Dedicar ao menos 30 minutos diários para atividade física – mesmo caminhadas já ajudam
  • Controlar o peso
  • Bebida de água suficiente diariamente
  • Não utilizar roupas muito apertadas nas pernas
  • Evitar salto alto com frequência
  • Elevar as pernas no fim do dia
  • Procurar tratamento para doenças crônicas, como diabetes ou insuficiência cardíaca

Essas dicas estão detalhadas e com sugestões práticas no artigo sobre como evitar o agravamento das varizes.

Complicações que podem ser evitadas com acompanhamento

Ao longo dos anos, testemunhei casos em que um cuidado simples fez toda a diferença. Complicações mais graves são raras com acompanhamento frequente. Dentre as principais, destaco:

  • Trombose venosa profunda
  • Úlceras venosas (feridas que custam a cicatrizar)
  • Pigmentação escura e endurecimento da pele
  • Sangramentos ou varicorragias repetidos

Cuidar das veias é cuidar da saúde e garantir liberdade ao corpo.

Dados sobre prevalência e panorama atual

Segundo o INCIVA, cerca de 40% da população mundial apresenta algum grau de varizes. Não é pouca gente! Apesar desse número, vejo cada vez mais acesso à informação e tratamento de alto nível, com novas tecnologias, protocolos como a técnica ATTA e acompanhamento a longo prazo para evitar recidivas e complicações. Abordo esses avanços e a questão da rápida recuperação em tratamentos modernos para varizes com recuperação rápida.

A indicação ideal de procedimento depende do perfil do paciente, da gravidade das veias e das expectativas com relação à aparência e bem-estar. O projeto Varizes e Vazinhos trabalha exatamente para orientar nesse processo, com indicação de profissionais capacitados e protocolos que valorizam segurança, conforto e resultados estéticos satisfatórios.

Conclusão: Um novo olhar para as veias quebradas

Compreender o que está por trás do termo “veias quebradas” é o primeiro passo para prevenir complicações, sentir-se bem com o próprio corpo e aumentar a qualidade de vida. Buscar avaliação individualizada e conhecer métodos modernos – como a técnica ATTA oferecida pelos médicos do Varizes e Vazinhos – faz toda diferença no sucesso do tratamento. Nunca é tarde para dar um passo em direção ao autocuidado.

Se você sente dores, desconforto ou quer cuidar melhor da sua saúde vascular com tratamentos atuais, agende uma consulta com os especialistas indicados pelo Varizes e Vazinhos e experimente o caminho para pernas mais leves e uma vida com mais liberdade.

Perguntas frequentes sobre veias quebradas ou rompidas

O que são veias quebradas ou rompidas?

Veia quebrada é uma expressão popular que se refere a diferentes alterações nos vasos, como vasinhos, varizes ou veias que realmente se romperam, causando manchas roxas ou sangramento. Varizes e vasinhos aparecem devido à fragilidade da parede dos vasos, já as veias efetivamente rompidas caracterizam situações mais graves, como a varicorragia.

Quais são os sintomas mais comuns?

Os sintomas iniciais incluem manchas avermelhadas, sensação de peso, formigamento, coceira e cansaço nas pernas. Com o tempo, podem surgir dor mais intensa, inchaço, mudança de cor da pele, endurecimento e, em casos extremos, sangramentos visíveis.

Como tratar veias rompidas em casa?

No caso de sangramento, o recomendado é: deitar-se rapidamente, elevar as pernas, fazer compressa local e buscar atendimento médico assim que possível. Vasinhos e pequenas varizes não exigem cuidados emergenciais, mas é indicado evitar traumas, hidratar a pele e acompanhar com profissional especializado, como orientado pelo Varizes e Vazinhos.

Quando devo procurar um médico?

Procure um médico sempre que houver dor forte, inchaço, mudança de cor na pele, sangramento, ou se notar agravamento dos sintomas. Avaliação precoce previne complicações e permite indicação do tratamento correto, inclusive com métodos menos invasivos apresentados no blog Varizes e Vazinhos.

Quais os tratamentos mais eficazes?

Os tratamentos vão desde o uso de meias de compressão até procedimentos minimamente invasivos como escleroterapia, laser transdérmico, ablação endovenosa e, em alguns casos, cirurgia tradicional. Cada técnica tem indicações específicas e, atualmente, a escolha se baseia no perfil do paciente e avaliação detalhada, como explico neste artigo e em tratamentos sem cirurgia para varizes.

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