Chegar aos 50 significa mudanças que nem sempre aparecem só no espelho. Vejo, em consultas e conversas diárias, como varizes ficam mais comuns nessa fase, principalmente em mulheres. E não é só questão estética: dor, peso, inchaço e incômodo são frequentes. Minha experiência mostra que, após essa idade, tratar varizes envolve escolhas mais seguras, com resultados naturais e retorno rápido à rotina.
Por que as varizes aumentam depois dos 50?
Sempre me perguntam: “Por que depois dos 50 as veias começam a incomodar tanto?” E a resposta está nas mudanças do corpo, especialmente para as mulheres. A redução de hormônios como o estrogênio e a queda da produção de colágeno e elastina tornam as paredes das veias mais frágeis, facilitando sua dilatação e deformação. Com isso, varizes e vazinhos aparecem ou pioram.
Veias sensíveis são mais comuns após os 50, principalmente nas pernas.
Esse cenário se agrava ainda mais se há histórico familiar, sedentarismo ou excesso de peso. Mas as causas não param por aí: longos períodos em pé ou sentada, gravidez no passado, e hábitos como cruzar as pernas frequentemente também somam pontos para o surgimento do problema.
Sintomas: o que pode sinalizar varizes nessa fase?
Os sintomas vão além do visual. O que percebo nos meus atendimentos é que muitos pacientes ignoram sinais achando ser do envelhecimento. Os mais comuns são:
- Dor nas pernas, principalmente ao final do dia.
- Sensação de peso ou queimação, normalmente aliviada ao elevar as pernas.
- Inchaço, especialmente ao redor dos tornozelos.
- Cãibras noturnas ou formigamento.
- Veias azuladas, tortuosas e visíveis sob a pele.
Nem todos têm sintomas intensos; às vezes, o desconforto é só estético, mas pode crescer se não tratado.
Tratamentos modernos: segurança, conforto e recuperação rápida
Esqueça a ideia de que cirurgia é a única saída. Com os avanços que expliquei em detalhes em Sintomas, causas e tratamentos modernos, hoje existe um leque enorme de soluções menos invasivas.
Ablação Térmica Totalmente Assistida (ATTA)
Meu destaque vai para a técnica ATTA, que conheci melhor por meio do Varizes e Vazinhos e das práticas do Dr. Thiago Charamba. A ATTA utiliza o endolaser guiado por ultrassom para selar a veia doente sem cortes, sem necessidade de internação, nem anestesia geral.

A recuperação costuma ser rápida e o retorno às atividades, quase imediato. O procedimento é feito no consultório e tem alta precisão para tratar varizes grossas e safena, sem cicatrizes.
Escleroterapia e laser transdérmico
Para vazinhos e pequenas varizes, uso bastante a escleroterapia (injeção de substância na veia) e o laser transdérmico, que eliminam vasos visíveis em sessões rápidas e sem internação. Ambos dispensam cortes e anestesia geral e se complementam em muitos casos.
Em situações específicas, a escleroterapia com espuma tem ótima resposta para vasos calibrosos ou que voltaram após outros tratamentos.
Exercícios e hábitos que melhoram o retorno venoso
Recomendo fortemente uma rotina ativa. Caminhada, natação e bicicleta são aliados do tratamento. E não subestime o poder dos exercícios aquáticos: água alivia o peso nas pernas e facilita o retorno venoso.
- Elevar as pernas na parede, por 15 a 20 minutos ao dia.
- Movimentos de flexão e extensão dos pés, até mesmo sentado(a).
- Respiração profunda, associada ao movimento das pernas, ativa a circulação e evita cãibras noturnas.
Sei que nem sempre é fácil encaixar atividade na rotina. Por isso, recomendo pelo menos alternar posições a cada 30 minutos ao longo do dia.
Cuidado diário: o que faz diferença depois dos 50?
Existem pequenos ajustes que trazem muito alívio. Pelo que vejo, associar o autocuidado à indicação médica traz resultados consistentes. Minhas recomendações incluem:
- Elevar as pernas acima do nível do coração, por pelo menos 20 minutos diariamente.
- Usar meias de compressão graduada prescritas por profissional qualificado.
- Aplicar cremes com vitamina K ou extrato de castanha-da-índia para proteção da pele fragilizada.
- Drenagem linfática manual com fisioterapeuta capacitado para reduzir edema.
- Fugir de longos períodos em pé ou sentado, alternando posturas.
- Controlar o peso corporal, aliviando a pressão sobre as pernas.

Esses cuidados diários aliviam sintomas e previnem a progressão das varizes, promovendo bem-estar e aparência saudável das pernas.
Avanços não invasivos
Se tenho pacientes com mobilidade limitada ou que buscam alternativas ainda menos invasivas, apresento outras possibilidades:
- Radiofrequência transcutânea: ondas aquecem e fecham vasos superficiais.
- Ultrassom terapêutico: ativa circulação local e reduz dor.
- Massagem pneumática intermitente: botas infláveis estimulam drenagem e facilitam o retorno venoso.
- Eletroestimulação neuromuscular: para quem não pode mover as pernas, estimula a contração muscular e a circulação.
Quando procurar um especialista?
Há sinais que, ao meu ver, justificam investigação imediata:
- Mudanças na cor da pele das pernas (escurecimento, manchas).
- Dores fortes e persistentes, que não melhoram com repouso.
- Feridas, lesões ou úlceras que não cicatrizam.
O exame que costumo indicar é o ecodoppler venoso, essencial para mapear o sistema venoso e definir a melhor estratégia. O acompanhamento periódico permite ajustar o plano e identificar possíveis recidivas, fundamental para o sucesso a médio e longo prazo. Indico a leitura do artigo Dicas para evitar o agravamento das varizes, que pode agregar mais orientações práticas.
Resultados: o que esperar dos tratamentos
Quem busca tratamento, via atendimento especializado, costuma perguntar se varizes têm cura garantida. O principal resultado é o alívio da dor, redução do inchaço, melhora na mobilidade e na disposição para o dia a dia. A ausência total dos vasos visíveis depende do quadro, do biotipo e do tempo da doença.
Os efeitos estéticos acontecem de forma gradual. Em minhas conversas, reforço sempre a importância de ter expectativas reais e de manter acompanhamento frequente. O tratamento ideal é sempre individualizado. Para varizes grossas, o endolaser da técnica ATTA costuma trazer rápida recuperação. Já para os vasinhos e microvarizes, a combinação de laser transdérmico e escleroterapia entrega ótimos resultados, tudo sem cortes e com retorno quase imediato às atividades diárias.
Vale a pena investir em qualidade de vida após os 50
Encontrei no Varizes e Vazinhos excelentes especialistas certificados, atualizados e comprometidos com o bem-estar a longo prazo. Reforço: uma avaliação personalizada com o vascular é o primeiro passo para retomar sua liberdade, confiança e saúde das pernas, sem riscos desnecessários e com o que há de mais atual.
Acompanhar o seu quadro de perto é o maior investimento em longevidade e bem-estar. Lembro ainda do trabalho do Dr. Thiago Charamba, referência em Pernambuco e apaixonado por medicina vascular, com atendimento humanizado, técnicas modernas e um olhar individual para cada paciente.
Convido você a agendar sua avaliação com um especialista indicado pelo Varizes e Vazinhos e a conhecer nossos conteúdos sobre tratamento de varizes sem cirurgia. O tratamento ideal começa com o primeiro passo: informação de qualidade e acompanhamento cuidadoso.
Perguntas frequentes sobre varizes após os 50
O que são varizes após os 50?
Varizes após os 50 são veias dilatadas, tortuosas e visíveis, que surgem com maior frequência devido à perda de colágeno, elastina e alterações hormonais, particularmente em mulheres. Nessa idade, as veias ficam mais frágeis e propensas à deformação, tornando os sintomas e o desconforto mais comuns.
Quais os sintomas mais comuns de varizes?
Os principais sintomas são dor e sensação de peso nas pernas, inchaço (edema) ao final do dia, cãibras noturnas, coceira e presença de veias azuladas e visíveis na pele. Em casos mais avançados, podem ocorrer manchas, endurecimento da pele e feridas.
Quais os tratamentos modernos para varizes?
Os tratamentos modernos incluem a técnica ATTA (endolaser guiado por ultrassom), escleroterapia, laser transdérmico e escleroterapia com espuma. Todos são minimamente invasivos, feitos em consultório, sem cortes ou internação, permitindo recuperação rápida. Além disso, há opções não invasivas como radiofrequência transcutânea e ultrassom terapêutico, principalmente úteis para quem tem restrições de mobilidade.
Varizes têm cura definitiva depois dos 50?
O tratamento pode eliminar veias afetadas, aliviar sintomas e melhorar a estética das pernas, mas a predisposição para varizes permanece. Por isso, o acompanhamento frequente e hábitos saudáveis são essenciais para evitar o ressurgimento de novos vasos.
Quanto custa tratar varizes atualmente?
Os custos variam de acordo com o tipo de procedimento e a extensão do quadro. Técnicas minimamente invasivas como ATTA, escleroterapia e laser transdérmico costumam ser acessíveis em relação à cirurgia convencional, especialmente pela ausência de internação e anestesia geral. Agendar uma avaliação personalizada é fundamental para receber o orçamento exato, conforme a necessidade de cada pessoa.
